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Romeu Zema diz que, sem reforma da Previdêmcia, salário pode atrasar por meses

Por Redação , 17/07/2020 às 08:58
atualizado em: 17/07/2020 às 19:39

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Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG
Gil Leonardi/Imprensa MG

RESUMO

  • Zema voltou a reafirmar a urgência de se aprovar a reforma, mas ressaltou que ela sozinha não terá impacto imediato na folha de pagamento
  • ele alertou que há risco de o salário atrasar até 5 meses, caso as mudanças previdenciárias não sejam feitas
  • Se a reforma não for aprovada, Zema diz que “vamos repetir aqui o que já aconteceu em outros estados


Somente a reforma da Previdência e a operação do nióbio serão suficientes para colocar o pagamento dos servidores de Minas Gerais em dia. Em entrevista exclusiva à Itatiaia nesta sexta-feira, o governador Romeu Zema (Novo) voltou a reafirmar a urgência de se aprovar a reforma, mas ressaltou que ela sozinha não terá impacto imediato na folha de pagamento. Os ‘frutos’, segundo ele, serão colhidos em médio e longo prazo. Porém, alertou que há risco de o salário atrasar até 5 meses, caso as mudanças previdenciárias não sejam feitas.

“A cada mês que passa um estado como Minas, que está quebrado, deixa de economizar mais de R$ 100 milhões. Se o governo federal mudar ou não a data, continua sendo urgente a questão dela (reforma) ser analisada aqui na Assembleia. Não mudaria em nada. Se alguém tem de tratar uma doença, quanto mais tempo posterga pior fica a situação. Isso tem sido a realidade de Minas Gerais. Falo sempre: há cinco anos ou mais, o funcionalismo público do Executivo tem recebido salário atrasado. Há cinco anos ele recebe o 13º parcelado.  Só consegui  pagar o 13º do ano passado há 45 dias. Esse incêndio começou há mais de 5 anos”, disse.  

Se a reforma não for aprovada, Zema diz que “vamos repetir aqui o que já aconteceu em outros estados. Daqui a pouco o funcionalismo vai estar recebendo com 3, 4, 5 meses de atraso. É isso que nós queremos para o futuro de Minas?”

Sobre a operação do nióbio, apontada pelo governo como salvação imediata para resolver o atraso da folha, Zema diz que Minas trabalha arduamente para ela saia. “Estamos conversando muito com o BNDS e com o mercado financeiro, que ainda está parado, sobre a operação do nióbio. Assim que a operação sair, temos condição de acabar com o parcelamento”, disse Zema, destacando não existir prazo:

“É muito difícil falar em data neste momento, mas nós estamos trabalhando. Está tudo encaminhado, mas os fatores são externos e nós não temos controle sobre eles”. 

Confira a entrevista completa:

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