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‘Minha filha amada está nos braços de Deus’, desabafa pai de menina assassinada em Betim

Por Redação, 06/11/2019 às 09:20
atualizado em: 06/11/2019 às 12:04

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Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

O pai de Ieda Isabela Manoel Peres, de apenas cinco anos, que foi assassinada a facadas há uma semana em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, concedeu entrevista pela primeira vez. Na noite dessa terça-feira (5), Romildo Antônio participou de um culto ecumênico em homenagem à filha. 

“Cantaram, gritaram o nome da Ieda, minha filha amada, que está nos braços de Deus. Essa pessoa, que acabou com minha filha, sem nem me conhecer e sem me tocar, me destruiu. Acabou com minha vida. Não tem explicação. Estou sem comer, nem beber. Vontade só de chorar”, desabafa em entrevista exclusiva à reportagem da Itatiaia. 

Em meio à dor, Romildo diz que os culpados estão entre quem soltou o agressor e os médicos que deviam ter exigido mais. “Se o médico assinar um laudo que ele não pode ficar no meio da sociedade, o juiz não libera”. 

“É uma tragédia. A gente perdoa todo mundo. Somos filhos de Deus, temos que perdoar. O que eu não aceito é a forma que minha filha foi embora. O cara deu quatro facadas nela. Ele não acertou ela, ele me acertou”, completa. 

O culto ecumênico contou com a participação de dezenas de moradores do bairro Vila Cristina, local onde fica o Centro Infantil Municipal Júlia de Carvalho, creche em que a menina estudava. 

Relembre o caso 

A pequena Ieda Isabela foi assassinada por Moabi Edon Pinto Nogueira, de 25 anos, que sofre de esquizofrenia, quando ia para a creche na quarta-feira (30). No momento do crime, ela estava acompanhada do irmão e da cuidadora.

Moabi já foi preso e tem histórico com utilização de substâncias ilícitas. A mãe dele revelou que na manhã do assassinato, ele disse que vozes pediam para que ele matasse uma criança. Ela teria tentado interná-lo. 

A escolha por Ieda, inclusive, foi aleatória, conforme a Polícia Militar. Após cometer o crime, Moabi foi linchado por populares e precisou receber atendimento médico. 

Ele está preso no Centro de Apoio Médico e Pericial (Camp) em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O local é uma unidade médica do sistema prisional onde ficam por tempo provisório detentos que precisam de exames e perícias, principalmente presos com problemas psiquiátricos.

Leia também: Mãe de homem que matou criança em Betim diz que queria abraçar mãe da vítima: ‘Angustiante’

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