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Para bancar aumento para a segurança, Zema conta com propostas que ainda não tramitam

Por Redação , 11/03/2020 às 10:54
atualizado em: 11/03/2020 às 11:48

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Foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG
Pedro Gontijo/Imprensa MG

Para custear o aumento nos salários de servidores das forças de segurança de Minas, o governador Romeu Zema (Novo) conta, entre outras fontes, com recursos de projetos que ainda não foram aprovados. Aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o projeto aguarda a sanção do governador.

Ouça a matéria completa com Alessandra Mendes!

Parte do recursos está na reforma da Previdência, no projeto de recuperação fiscal e na venda da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). No entanto, alguns projetos sequer começaram a tramitar na ALMG. Caso o reajuste seja sancionado, o impacto na folha de pagamento será imediato. 

O aumento seria de cerca de R$ 1 bilhão na folha deste ano. Até 2022, o aumento vai custar em torno de R$ 9 bilhões, sem considerar reajustes menores para outras categorias de servidores que Zema deve vetar. Apesar das pressões e polêmicas em torno do tema, o secretário de Estado de Governo, Bilac Pinto, diz contar com a consciência dos deputados.

Nessa terça-feira (10), quando participou de uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembleia para falar sobre a demora na definição do governador sobre o projeto, Bilac disse que há uma pressão do governo federal, que pode voltar a cobrar a dívida do estado com a União, cujo pagamento está suspenso via liminar. Segundo o secretário, a ALMG colaborou nesse processo de instabilidade. “Na medida que esse aumento é estendido para os outros funcionários, causou realmente um pouco de preocupação a todos nós”, argumentou.

A posição de Bilac repercutiu entre os deputados. Muitos repudiam o fato de ele ter chamado a aprovação da emenda de “histeria coletiva” por parte do parlamento. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) rebateu a crítica. “É de uma grande inabilidade o secretário de governo nos chamar de histéricos quando a Assembleia Legislativa vota alguma coisa diferente da opinião do governo do estado. É importante aprender respeitar o Poder Legislativo”, disse. Para ela, o governo faz um processo de “enrolação”. 

Zema tem até terça-feira (17) para definir se sanciona ou veta o aumento.

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