Rômulo Ávila

Coluna do Rômulo Ávila

Veja todas as colunas

Rendas expõem decadência do futebol mineiro

15/11/2019 às 07:00

Divulgação Flamengo e Mineirão

A diferença de Atlético e Cruzeiro para o Flamengo no atual Brasileirão não se resume à questão técnica. E o último clássico entre os rivais mineiros reforça isso.  Enquanto 37.844 pessoas pagaram ingresso para assistir ao confronto insosso e sem gols no Mineirão, 65.930 foram ao Maracanã acompanhar a vitória do Flamengo sobre o Bahia.

Mas a presença de público nem é o que chama mais a minha atenção. A discrepância da renda é muito pior. O clássico arrecadou R$ 1.165.329, enquanto o jogo do líder do campeonato teve arrecadação de R$ 4.119.304. Ou seja, seria necessário quase quatro vezes o público do clássico mineiro para chegar ao valor apurado no duelo entre cariocas e baianos.

O abismo fica ainda mais assustador quando não trata-se de um clássico. Por exemplo, a renda de Atlético 2 x 0 Goiás, no Mineirão, foi de R$ 230 mil. Ou seja, seria preciso quase vinte confrontos para superar o valor arrecadado na partida do rubro-negro carioca.

Se comparado com o último jogo do Cruzeiro em casa, contra o tricolor baiano, seria preciso mais de dez partidas para atingir o montante arrecadado no Maracanã.  A renda do duelo celeste no Gigante da Pampulha foi de R$ 395 mil.

Mesmo considerando que trata-se do clube com a maior torcida do país, os números assustam e retratam bem o momento atual dentro das quatro linhas. O Flamengo é o virtual campeão brasileiro e favorito para conquistar a Libertadores. Já o Atlético e, principalmente, o Cruzeiro lutam contra o rebaixamento. É a decadência do futebol mineiro.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'O projeto introduz dispositivos claros e objetivos, com penalidade para aqueles que prestarem informações falsas ou deixarem de executar as medidas compensatórias', defend...

    Acessar Link