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Quatro deputados federais por Minas Gerais têm evolução patrimonial acima de 100%

Por Alessandra Mendes /Itatiaia , 20/08/2018 às 11:53
atualizado em: 20/08/2018 às 11:55

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Foto: Montagem Itatiaia/Agência Câmara
Montagem Itatiaia/Agência Câmara

Dos 53 deputados federais mineiros, 49 vão concorrer às eleições deste ano, que acontecem no dia 7 de outubro (sendo 43 para o mesmo cargo e seis para outros).Todos eles registraram suas candidaturas até a semana passada e, dentre os documentos obrigatórios para participar do pleito, os candidatos apresentaram suas declarações de bens atualizadas. De posse dos dados, que são públicos e estão disponíveis para consulta no site do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE), a Rádio Itatiaia fez um levantamento sobre a evolução dos bens declarados pelos candidatos que, no momento, ocupam uma cadeira na Câmara Federal por Minas Gerais. 

Ouça a reportagem completa com Alessandra Mendes!

Dos 49 políticos que vão concorrer a algum cargo neste ano, 28 tiveram redução no montante total de bens declarados entre 2014 e 2018 e o patrimônio dos outros 21 aumentou neste mesmo período. A comparação foi feita utilizando uma metodologia que leva em conta o valor declarado em 2014, mas corrigido pela inflação até 2018, para evitar distorções. Entre os deputados federais cujo patrimônio cresceu de 2014 para 2018, se destacam quatro políticos, cujos valores declarados aumentaram mais de 100% no período comparado.

O primeiro da lista é o deputado Marcelo Aro, do PHS, cujo patrimônio saltou de R$ 134 mil corrigidos, para R$ 1,327 milhão, o que representa um aumento de quase 900%. Na declaração deste ano, Aro informou que possui um carro, dinheiro em espécie e cotas em uma empresa. Em 2014, ele declarou depósitos bancários e dinheiro, sem bens móveis ou imóveis. A reportagem da Itatiaia procurou o deputado para saber do que se trata o aumento patrimonial, mas ele não foi localizado para falar sobre o assunto. 

Outra cujo patrimônio multiplicou nos últimos anos é a deputada Raquel Muniz, do PSD, cuja declaração passou de R$ 916 mil corrigidos, para 6,92 milhões, o que representa um crescimento de mais de 500%. Neste ano, a deputada declarou veículos, cotas e quinhões de capital, além de depósitos bancários. Em 2014, a declaração dela já possuía também veículos, cotas de capital e ações. Por meio de sua assessoria de imprensa, Raquel Muniz informou que a evolução de seu patrimônio se deu em função de atualização contábil do capital das empresas do grupo educacional do qual a deputada é uma das sócias e que não houve aquisição relevante no período. 

Conforme levantamento feito pela Itatiaia, a declaração de bens do petista Patrus Ananias cresceu 384% entre 2014 e 2018, passando de R$ 302 mil, corrigidos, para R$ 1,463 milhão. De acordo com o próprio deputado, o aumento se deve a valores incorporados nos últimos anos referentes a duas aposentadorias, uma pública pela Assembleia Legislativa de Minas, e outra privada como professor universitário. Como prevê a lei, as rescisões, FGTS e  demais valores referentes ao seu processo de aposentadoria foram incorporados em seu patrimônio, que não sofreu alterações no que se refere a bens móveis ou imóveis.

Outro deputado federal cujo patrimônio mais que dobrou da eleição anterior para esta, foi o Delegado Edson Moreira, do PR. De R$ 924 mil corrigidos, passou para R$ 2, 321 milhões, o que representa um crescimento de 151%. Segundo as informações prestadas ao TSE, o deputado continua com os mesmos dois imóveis declarados em 2014, além de aplicações e poupança. Por meio da assessoria de imprensa, Moreira informou que tem duas fontes de renda: recebe o salário de parlamentar e de delegado aposentado e que, quando se aposentou, recebeu salários atrasados e licença-prêmio, que guardou. O deputado ainda afirmou que sempre foi econômico e que leva uma vida muito simples. Moreira disse que sabe que recebe um salário que infelizmente a maioria dos brasileiros não recebe, mas que luta para reduzir essa desigualdade no país, inclusive é contra o reajuste salarial dos deputados.

Entre os parlamentares mineiros há aqueles que tiveram grandes reduções no patrimônio, como é o caso de Aelton Freitas, do PR, cuja declaração de bens caiu 91%, Miguel Correa, do PT, com queda de 81%, e Carlos Melles, do DEM, com redução patrimonial de 74% entre 2014 e 2018, levando em conta a correção dos valores pela inflação do período.

Na edição do Jornal da Itatiaia desta terça-feira (21) você pode conferir como ficou o patrimônio de outros políticos mineiros entre 2014 e 2018. O eleitor também pode fazer a própria busca não apenas pelo patrimônio de seu candidato, mas ainda sobre diversos outros dados declarados por ele no site Divulga Cand, do TSE. 

Confira o levantamento:


*Correção feita pelo IPCA de 07/2014 a 07/2018 (último mês disponível para cálculo, já que agosto ainda está em curso)

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