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Mercado informal ajuda reduzir desemprego, mas pode prejudicar comércio, avalia CDL 

Por Redação, 22/08/2019 às 10:59
atualizado em: 22/08/2019 às 11:08

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Foto: Mônica Miranda/ Itatiaia
Mônica Miranda/ Itatiaia

Trabalhar nas ruas, vendendo produtos, é a forma que muitos trabalhadores encontram para se sustentarem. Sem carteira assinada, esses trabalhadores fazem parte dos 2 milhões que estão no mercado informal em Minas Gerais, de acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

Nas ruas da capital mineira não é preciso sequer sair do carro para comprar os mais variados produtos, que vão de balas a redes e roupas. Jordacy Alexandre, de 35 anos, mora no Jardim América, região Oeste de Belo Horizonte, tem um filho de cinco anos e compra livros para revender. O ganho mensal é uma média de R$ 600. “O que gente faz na rua é para o sustento. Se a gente só reclamar, não vamos ter como pagar as contas”, diz.

Leia também: Em cenário de crise e desemprego, jovens precisam vender balas para sobreviver

Para o futuro, ele projeta entrar no mercado formal e ter a carteira assinada. “Ficar na rua, vendendo e se expondo à humilhação, não é legal. Isso não é vida”.

Por outro lado, Daniel, que há 20 anos traz do Recife redes que vende na capital mineira, não se vê em outra atividade. Os cerca de R$ 2 mil mensais que recebe são para ajudar a família. Ele apenas reclama da fiscalização dos órgãos públicos. “O desemprego está grande, eles perturbam e não conseguimos trabalhar. Deveria ter uma melhora para o vendedor ambulante”.

Economia 

Enquanto é uma solução para garantir alguma renda, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza, diz que o mercado informal prejudica o comércio. “O grande problema é a concorrência desleal. Você tem ali produtos que a gente não sabe a procedência, se foram bem tratados, se foram produtos tradicionais, de roubo e se a pessoa pagou o imposto do produto”, analisa.

“Essa concorrência desleal é muito ruim para as empresas formalizadas, que estão gerando emprego e pagando imposto. Isso onera nossa economia”, completa.

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