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Mãe supera racismo e dificuldades financeiras para ter nove filhas: 'Sou preta, mas isso não é defeito'

Por Redação , 09/05/2019 às 07:51
atualizado em: 14/05/2019 às 17:07

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A história da aposentada Virgínia Alves, de 78 anos, evidencia como os tempos mudaram. Com simplicidade, ela conta sobre a falta de informação sobre gravidez na época em que ainda era adolescente, e também sobre as dificuldades financeiras que enfrentou para ser mãe de nove filhas. Além de tudo, ela teve que superar um episódio de racismo. 

Este é o quinto episódio da série especial “Enfim... Mãe”, que a Itatiaia veicula na semana que antecede o Dia das Mães. O especial tem depoimentos únicos, mas semelhantes na determinação de cada mulher que conseguiu realizar o sonho da maternidade. Clique aqui e ouça o depoimento com Kátia Pereira

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Com amor, Virgínia relembra como surgiu a história dela com seu marido. “Foi namoro à primeira vista. Eu bati o olho e falei: esse homem vai ser meu. E ele me viu e, do mesmo jeito, pensou assim: eu vou casar com essa menina.”

Porém, essa linda história quase não se tornou realidade por causa da cor da pele de Virgínia. “Eu falei com ele: olha aqui, a gente vai terminar porque sua mãe e sua irmã tiveram a audácia de ir à casa da minha prima para falar que não vão deixar que nos casemos porque eu iria emporcalhar a família. Eu sou preta, mas eu sou gente. Eu tenho minhas qualidades. Sou preta, mas isso não é defeito”, desabafa. 

Com simplicidade, ela relembra da ingenuidade de tempos em que não existiam tantos métodos contraceptivos e da falta de informação sobre a gravidez. “Começamos a namorar e eu engravidei, mas eu nem sabia [que estava grávida]. Eu nem me prevenia, porque nessa época nem tinha métodos para isso. E se tivesse também eu nem iria comprar porque não tinha condição. Mas aí vieram as meninas, foi vindo, foi vindo, e eu falei: deixa vir.  

Junto a uma vida em família, surgem os gastos, e com eles veio a dificuldade financeira. “Eu passei muita dificuldade na minha vida e tinha horas que eu pensava: poxa vida, será que vai continuar muito tempo assim? Eu não comia. Eu pensava assim: se eu comer, vai fazer falta para minha família”, destaca. 

Confira os bastidores: 

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