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Giuliano Bozzano esclarece dúvidas do árbitro de vídeo após polêmicas em Varginha

Por Redação, 01/04/2019 às 21:07
atualizado em: 02/04/2019 às 07:10

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O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol (FMF), Giuliano Bozzano, foi o convidado do programa Bastidores desta segunda-feira para esclarecer as dúvidas quanto ao árbitro de vídeo (VAR). A tecnologia foi implantada a partir das semifinais do Campeonato Mineiro, que começou no último fim de semana e gerou polêmica logo na estreia ao anular dois gols do Atlético e expulsar um jogador do time alvinegro no empate em 0 a 0 com o Boa Esporte, em Varginha, no último sábado (30).

Giuliano Bozzano explicou qual é o protocolo do VAR e quando o árbitro deve ou não ir até o monitor para rever o lance. Além disso, ressaltou que o juiz de campo continua sendo soberano em suas decisões apesar da presença da tecnologia nas partidas.

Bozzano explicou ainda que os dois lances de impedimento do jogo do Atlético só foram revisados pelo VAR porque a jogada terminou em gol. Caso o time alvinegro não balançasse as redes, as posições irregulares de Ricardo Oliveira e Maicon Bolt não seriam revisadas pelo árbitro de vídeo porque o impedimento não está no protocolo de revisão do VAR.

Confira alguns pontos da entrevista: 

- Protocolo do VAR

“O VAR é utilizado em quatro situações: pênalti/não pênalti, gol/não gol, cartão vermelho direto e em erro de identificação, quando o árbitro dá o cartão, seja amarelo ou vermelho, mas troca o número do jogador. O VAR não apresenta a solução final para o árbitro, o protocolo não é esse, ele não diz o que o árbitro deve fazer. Ele tem que analisar o lance, pedir para o árbitro de campo aguardar para a checagem da jogada. Se o VAR concordar, ele diz ao árbitro para manter a decisão de campo. Caso o VAR tenha elementos para discordar do árbitro de campo, ele vai perguntar o que o juiz viu no lance. Vamos pegar como exemplo o Dudu, do Palmeiras (no pênalti anulado pelo VAR contra o São Paulo, no último fim de semana). Vamos imaginar que o árbitro disse que viu o Dudu sendo calçado. Mas o VAR viu nas imagens que o atacante foi supostamente empurrado. Aí o VAR dirá que não houve toque nas pernas, mas um suposto empurrão, e que sugere a revisão. Desta forma, o árbitro vai à área de revisão (onde está o monitor)”

Assista à entrevista completa:

- Lances subjetivos e objetivos (quando o árbitro deve ir ao monitor para a revisão)

“Quando os lances são subjetivos (de interpretação), sugere-se ao árbitro ir à área de revisão. Quando os lances são objetivos (como nos dois impedimentos marcados contra o Atlético no empate sem gols com o Boa, no último sábado, em Varginha), o árbitro tem a tecnologia da linha de marcação (e não é necessário o árbitro ir ao monitor)”

- Gols anulados do Atlético

“No primeiro, o assistente correu (para o meio-campo) após o gol. Isso significa para nós que ele entendeu como não impedimento. Mas como é uma checagem obrigatória pelo VAR, todo gol é uma checagem obrigatória mesmo que o árbitro não peça, e foi detectado o impedimento. Foi uma situação objetiva, que não obriga o árbitro a checar”

“No segundo gol, foi outro tipo de situação. O assistente teve a sensação de impedimento. Mas porque ele não levantou a bandeira? Porque ele poderia interromper o ataque e estava errado. A partir do momento em que ele levanta a bandeira, o árbitro apita e para o lance. Se a bola sai para tiro de meta, ele não levantaria”

“O auxiliar deixou o lance seguir, mas saiu o gol. Aí ele levantou a bandeira indicando que na opinião dele o jogador do Atlético estava impedido. Lógico que a checagem (no VAR) seria obrigatória, mas já deu uma luz. Após a checagem, o VAR viu que o assistente estava certo”

- Por que o árbitro se atrapalhou na decisão e apontou o meio-campo dando gol para o Atlético?

“A gente tem a terminologia de protocolo que é ‘mantenha a decisão de campo’. O próprio árbitro se confundiu, poxa eu dei o gol, mas o bandeira deu impedimento. Qual foi a decisão de campo? Mas aí o VAR disse que foi impedimento. Aí ele corrigiu dando impedimento, corretamente”

- Mesmo com o VAR, a autoridade continua sendo do árbitro de campo

“O árbitro pode ir checar (no monitor) em todos os lances. Ou ele pode não ir em nenhum. A decisão é dele”, disse, mas ressaltando: “Mas qual é a instrução ao árbitro? Em lance objetivo, como a bola saiu, houve um impedimento, a falta foi fora ou a falta foi dentro (da área), ele não vai (checar no monitor). No caso dos dois gols anulados do Atlético por impedimento, a solicitação é que ele não vá para dar celeridade ao jogo.”

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