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Edílson vê 'desafio' no Cruzeiro e explica saída do Grêmio: 'Não quis estacionar'

Por Agência Estado, 12/01/2018 às 18:05
atualizado em: 12/01/2018 às 20:09

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Divulgação/Cruzeiro

Titular absoluto do título do Grêmio na Libertadores do ano passado, o lateral-direito Edílson tomou uma decisão surpreendente ao trocar o clube em que se consagrou pelo Cruzeiro. Apresentado oficialmente nesta sexta-feira pela diretoria da Raposa, o jogador precisou explicar a opção e ressaltou que buscava um novo desafio para a carreira.

“A minha vinda para o Cruzeiro se deu por diversos motivos, entre eles a vontade do presidente Wagner (Pires de Sá), do Itair (Machado, vice de futebol) e do Marcelo (Djian, diretor de futebol) em conjunto, além do próprio Mano em contar comigo. Tudo isso me fez ter esse desafio novo na minha carreira. Eu poderia ficar estacionado nos títulos que conquistei lá no Grêmio, com a moral que eu tinha. Pelo esforço que fizeram por mim, pelas contratações, a base de grandes jogadores, isso nos deixa fortes. Tenho certeza que aqui vou brigar por títulos e ser muito feliz”, declarou.

Edílson fez questão de exaltar o elenco cruzeirense para 2018. Se perdeu o lateral-esquerdo Diogo Barbosa, o time manteve a maior parte de sua base e ainda se reforçou em peso, com os laterais Egídio e Marcelo Hermes, os meio-campistas Bruno Silva e Mancuello e os atacantes Fred e David.

“Chegou o Fred, que há muitos anos vem sendo o 9 do Brasil, um dos melhores atacantes do País. O Egídio foi multicampeão aqui e retornou. O mais importante de tudo é a diretoria ter mantido a base que é campeã aqui, com o Fábio, o Henrique, o Thiago Neves, Sóbis, Léo... Isso tem sido muito importante, não apenas pelas peças que chegam para encorpar, mas a base que vem sendo mantida é o mais importante”, avaliou.

Com o conhecimento de quem conquistou o torneio em 2017, Edílson viu o Cruzeiro pronto para levantar o troféu da Libertadores nesta temporada. Mas alertou para a pressão que o foco exclusivo na competição pode trazer.

"Não podemos pensar só em um campeonato. Lógico que a Libertadores é importante, mas temos que priorizar desde o Mineiro, a Copa do Brasil, que é muito difícil, e o Brasileiro, que é um dos campeonatos mais difíceis do mundo, que sempre começa com 12 a 15 times com condições de brigar. Temos que estar concentrados e focados em todos os campeonatos que vamos disputar e chegar bem em todas as competições. Vamos tentar conquistar o máximo possível”, avaliou.

O lateral ainda fez questão de elogiar a torcida celeste. “Ano passado, joguei uma semifinal contra o Cruzeiro. Na hora do Hino Nacional, a torcida do Cruzeiro já começou a cantar. Foi bonito de ver! E também pela história de títulos que o Cruzeiro tem. Com certeza saí do maior time do Sul e vim para o maior de Minas. É um time vitorioso, com muitos títulos. A diretoria está se esforçando ao máximo para aumentar ainda mais essa galeria de troféus.”

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