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Após atingir marca histórica, Marta é esperança do Brasil contra a França nas oitavas do Mundial

Por Agência Estado, 22/06/2019 às 15:44
atualizado em: 22/06/2019 às 15:48

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Foto: Rener Pinheiro / MoWA Press
Rener Pinheiro / MoWA Press

O favoritismo da França só não é maior diante do Brasil, pelas oitavas de final do Mundial Feminino, por causa de um fator que pode fazer a diferença: Marta, artilheira isolada na história do torneio entre as mulheres - e também se colocando os homens na conta. A brasileira já marcou 17 gols em 19 partidas que disputou e pode ajudar a seleção a avançar.

Obviamente ela não jogará sozinha domingo, às 16 horas (de Brasília), em Le Havre, contra as francesas. Terá a seu lado a experiente Formiga e a artilheira Cristiane, além de outras jogadoras, como Debinha e Andressinha, que podem ajudar a seleção de Vadão a superar o rival da casa. Mas Marta, se estiver inspirada, pode desequilibrar o confronto a seu favor.

A França, que teve um aproveitamento de pontos perfeito na fase de grupos, entende que a seleção brasileira tem uma fragilidade defensiva, mas sabe que será difícil parar a jogadora que já foi eleita seis vezes a melhor do mundo. “Ela é simplesmente uma lenda. Em todos os lugares que jogou, foi bem-sucedida, e ainda é. Pode ser decisiva a qualquer momento”, diz a atacante Eugénie Le Sommer.

Neste Mundial, Marta não atuou na primeira partida, pois ainda estava se recuperando de lesão. Era o confronto mais fácil, contra a Jamaica. Depois, esteve 45 minutos em campo diante da forte Austrália e contra a Itália, na última rodada, jogou por 84 minutos. A tendência é que diante da França, no mata-mata, ela possa atuar a partida inteira, e bem, até por já estar melhor fisicamente.

Marta pode até ampliar seu recorde de gols em Le Havre, mas também está promovendo um debate muito importante no meio esportivo, lutando contra o preconceito. Ao comentar de sua expressiva marca, aproveitou para mandar um recado a todos. “Estou representando todas as mulheres. É um gol pela igualdade, pelo ‘empoderamento’ e respeito”, pregou.

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