Ursula Nogueira

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Estádio é lugar de mulher, SIM!

Até quando vamos precisar explicar a regra do impedimento? Até quando vão nos julgar por ocupar um cargo de direção?

08/03/2018 às 07:30
Estádio é lugar de mulher, SIM!

Talvez seja clichê demais, mas é a mais pura verdade: nós podemos estar onde queremos estar! Não importa se é no estádio, na cozinha, na sala de aula, no tatame, em uma redação de esportes ou na construção civil. 

Acho que o Dia Internacional da Mulher é uma data que deve ir além dos parabéns e das flores. É tempo de repensar atitudes, falas e ações. Graças a Deus, já evoluímos muito, mas o preconceito ainda existe e principalmente para as mulheres que vivem o esporte, como eu. 

Cada dia mais, encontramos as mulheres mais presentes nas arquibancadas, torcendo pelo time, vibrando a cada jogada. Elas sofrem quando o craque sai lesionado ou até mesmo na cobrança do pênalti do time adversário. Vão ao campo, tatuam o escudo, escutam pelo rádio, pagam o pay per view, colecionam camisas, copos, ingressos. Mas nada disso parece suficiente! Se um homem faz tudo isso, é torcedor fanático, se é uma mulher já rotulada de Maria Chuteira. 

Até quando vão nos questionar por estar de short nos estádios? Até quando vamos precisar explicar a regra do impedimento? Até quando vão nos julgar por ocupar um cargo de direção? E só de questionar tudo isso, vão dizer que é #mimimi! É, definitivamente, precisamos repensar. 

Mas nem tudo são espinhos. Há muitas rosas por aí! Os clubes estão começando a tentar mudar todo esse contexto de preconceito no mundo da bola. Nessa última semana, América, Atlético e Cruzeiro fizeram ações louváveis para chamar a atenção de homens e mulheres. No superclássico, por exemplo, os jogadores do Galo entraram em campo com uma mensagem no uniforme aderindo a campanha de combate à violência contra a mulher. Além disso, onze mulheres, dentre elas a icônica Maria da Penha, entraram em campo de mãos dadas com os jogadores. Na última quarta (07), o Cruzeiro também fez uma ação em homenagem às mulheres. O clube celeste distribuiu cerca de 15 mil cortesias para mulheres, levou sócias do futebol para o gramado, algumas delas ganharam camisas oficiais. Além disso, a locutora do Mineirão, Pollyana Andrade, leu um manifesto de apoio às mulheres. Parabéns, Atlético e Cruzeiro! É assim que começa a se mudar uma história! 

E aos que insistem em achar que futebol não é coisa de mulher, eu sinto muito, mas preciso dizer: Futebol é coisa de mulher, SIM! Judô, Basquete, Boxe, Vôlei, Corrida de carros, salto em distância, arremesso de peso, baralho, Resta 1, Jogo da Velha... Enfim! Tudo é coisa de mulher! Basta a gente querer que seja! 

Vamos repensar!

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