Eduardo Costa

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Eles não tomam jeito

12/03/2018 às 02:39

Uma das coisas que mais impressionam na Lava Jato, a maior operação contra a corrupção no país, é a constatação de que muitos dos acusados continuavam a delinquir mesmo depois dos escândalos. Os irmãos Batista são o melhor exemplo, pois, um deles, o mais poderoso, falou tanto, zombou tanto, que acabou por se entregar, perder vantagens da delação premiada e complicar a própria situação. 

Três fatos chamam a atenção neste momento: a nomeação de um jovem, a luta para salvar Lula e a tal janela partidária – nome a mais uma das indecências que eles criam para autoproteção. 

O jovem: um moço de 19 anos foi nomeado para tomar conta de uma fortuna de meio bilhão de reais no Ministério do Trabalho. Para a missão de determinar quais projetos seriam prioritários, levou a experiência de vendedor em uma loja. Melhor, o fato de ser filho de um delegado, este derrotado na tentativa de tornar-se prefeito em cidade goiana, e, como amigo do líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes, pediu e ganhou o emprego para o filho. Pode?

Lula: assim como achei que Dilma poderia ter sido retirada do poder por incompetência, mas não pelas razões que efetivamente a tiraram de lá, não sou dos que torcem para que Lula seja preso, enquanto bandidos de igual jaez continuam soltos. Porém, agora que foi condenado em segunda instância, deve-se obedecer a lei, votada quando ele era presidente, e colocá-lo no xadrez. Estão desesperados para encontrar uma saída e pressionam a mineira Cármen Lúcia, presidente do Supremo, que, séria e competente, derrapou quando livrou a cara do senador Aécio Neves... Agora, querem que erre de novo e abra a brecha para a mudança urgente na lei, livrando Lula. Pode?

A janela: os políticos podem, desde a última quarta-feira e até o dia 6 de abril, trocar de partidos sem qualquer cerimônia ou punição. Ora, sabe-se que uma das premissas para nossa frágil democracia se consolidar é o fortalecimento do partido... Mas, como? Eles abrem uma janela, uma brecha para a traição bem na hora das definições, quando os espertalhões já fizeram todas as contas e sabem qual o caminho a tomar para a única coisa que realmente interessa: reeleição. Então, como esperar fidelidade, coerência, compromisso com o estatuto do partido. Nós outros, os bobos eleitores, podemos confiar em alguma das dezenas de agremiações. 

A história diz que a renovação nas casas legislativas oscila entre 30 e 40 por cento... Na verdade, o índice é menor porque tem os que ganharam eleições para outros cargos, os que não se candidataram. Enfim, eu diria que só uns 100 dos 513 deputados lá de Brasília e só uns 15 dos 77 da Assembleia de Minas não voltarão. Neste momento, a luta deles é para ficar fora dessas pequenas listas e continuar no mundo as grandes decepções. Solução: Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva, feita por não políticos. Pode?

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