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Às vezes, o barato sai caro

Os clubes tiveram a oportunidade de aprovar o uso da tecnologia durante o Campeonato Brasileiro deste ano, mas 12 clubes votaram contra a implementação, inclusive o próprio Atlético

01/05/2018 às 02:16
Às vezes, o barato sai caro

Jogo com o Corinthians sempre será recheado de polêmicas envolvendo a arbitragem! Já virou quase que uma tradição no futebol. No último domingo (29), a vítima da vez foi o Atlético! 

Na partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o árbitro Dewson Freitas anulou o gol do atacante Róger Guedes, que aos 37 minutos do primeiro tempo empurrou a bola para o fundo das redes. Dewson, depois de apontar para o meio-campo confirmando o gol, conversou com o quarto árbitro e anulou o gol alegando um toque de mão de Ricardo Oliveira. 

Bem, vamos aos fatos.  

A meu ver, não teve toque de mão. Se teve, não houve intenção do jogador. Desta forma, o jogo deveria seguir normalmente e o gol seria validado. Pela imagem, o juiz está com a visão totalmente encoberta, estava mal colocado no lance. A melhor visão, de fato, era do quarto árbitro. Mas o questionamento que fica é por qual motivo demoraram tanto para anular o gol? A demora só pode indicar uma coisa: indecisão! E na dúvida, a decisão sempre deve ser a favor do gol. E não foi o que aconteceu. Ironicamente, toda a confusão foi feita após o replay da televisão. 

Não cabe aqui, julgar ou não o tempo do replay na TV. Não há argumento lógico para regular o melhor momento para mostrar novamente um lance polêmico. O que precisa ser discutido é se houve ou não a interferência externa. O que, sinceramente, fica muito difícil de acreditar que não tenha tido, já que o próprio juiz ignorou totalmente a anulação do gol na súmula do jogo. Mas a súmula não deveria conter todas as interferências da partida? Realmente, não entendi isso.

A cada jogo que se passa, mais eu fico a favor da implementação da tecnologia do futebol. Sou um defensor do árbitro de vídeo, mas que seja feito de maneira oficial e não como vem sendo feito. Os clubes tiveram a oportunidade de aprovar o uso da tecnologia durante o Campeonato Brasileiro deste ano, mas 12 clubes votaram contra a implementação, inclusive o próprio Atlético. O veto ao VAR foi em razão dos altos custos, tendo em vista que cada clube teria que desembolsar cerca de R$ 1 milhão para todo o campeonato. 

Entendo o lado dos clubes que votaram contra (Corinthians, Santos, América, Cruzeiro, Atlético, Atlético-PR, Paraná, Vasco, Fluminense, Sport, Vitória e Ceará), mas acho que um gol mal anulado, ou um pênalti não marcado, podem valer muito mais que R$ 1 milhão no final do Brasileirão. Nada justifica a lambança que foi feita em campo, mas é algo para se repensar. 

Às vezes, o barato sai caro. 

Tamo junto e até a próxima.

Foto: Bruno Cantini/Atlético

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