Álvaro Damião

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Até que enfim, um gol!

13/08/2019 às 10:35
Até que enfim, um gol!

A última rodada foi de quebrar jejuns. No Atlético, Ricardo Oliveira, desencantou.  Depois de 15 jogos sem marcar, o pastor balançou as redes na partida contra o Fluminense no último sábado (10), no Independência. Ótimo para o jogador e para a torcida. O camisa 9 volta a ter confiança para finalizar e a torcida se sente mais segura com um jogador tão importante e finalizador. 

É claro que um jejum de 107 dias sem marcar gols incomodava o jogador. Não tenho a menor dúvida disso. A torcida, ainda que brava em alguns momentos, sempre confiou no pastor. Afinal, ao todo são mais 700 jogos com quase 400 gols na carreira. Uma hora o gol ia acontecer. 

No Cruzeiro a última partida também foi de quebra de jejum. Até que enfim o gol saiu! Foram oito jogos sem comemorar ao menos um gol. Acabou a pior sequência da história do Cruzeiro. Pedro Rocha e Sassá marcaram os gols que fizeram o torcedor celeste soltar o grito depois de mais de 800 minutos. O último gol da Raposa tinha sido no dia 11 de julho, na vitória por 3 a 0 diante do Atlético, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Outro ponto positivo é que Cruzeiro não foi derrotado! Mesmo que o empate não seja o melhor dos resultados, o ponto conquistado diante do Avaí no último domingo (11) trouxe mais confiança para o elenco, diretoria e torcida. 

E por falar em Cruzeiro, o time celeste está de treinador novo. Rogério Ceni, o “carrasco” da raposa agora irá vestir as cinco estrelas. Não era o nome mais cotado e desejado pela torcida. Nas redes sociais, pela experiência, muitos desejam Dorival Júnior. Entendo o lado do torcedor celeste. Com uma situação extremamente delicada no Campeonato Brasileiro, o que se esperava era a chegada de alguém mais “vivido” como técnico e que tenha gestão de grupo. Afinal, o Cruzeiro precisa colocar a casa em ordem. Por outro lado, acho que a diretoria escolheu bem o nome de Ceni. Não é um treinador com muita experiência profissional, mas é indiscutível a seu conhecimento e qualidade. No Fortaleza, foram 94 jogos oficiais, 51 vitórias, 18 empates e 25 derrotas. Ou seja: um aproveitamento de 60,63%. Os números mostram que Ceni desenvolve um trabalho sério e comprometido por onde passa. Rogério fez história no Leão e saiu com a consciência limpa. Ele revolucionou o tricolor, mudou a mentalidade de clube. 

Ceni chegou para fazer a diferença na Toca da Raposa. Que assim seja! Só posso lhe desejar boa sorte e sabedoria! E ao torcedor cruzeirense, deixo um recado: o futuro do Cruzeiro não está apenas nas mãos de Ceni. A responsabilidade é de todos! 

Tamo junto e até a próxima!

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